segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Do Trabalho Para?

Dedico essa postagem a todas as minhas leitoras que, na correria do dia a dia, às vezes são pegas de surpresa e precisam estender o dia de trabalho em um evento ou até mesmo uma balada.

A primeira dica propõe uma composição discreta, para o dia, a proposta é transformar a maxi bolsa em um ícone fashion, ela é a peça chave da produção. O amarelo, assim como qualquer cor primária, cria uma atmosfera urbana no look e trás a energia e o colorido para iniciarmos o dia com força total. O vestido preto é um clássico, e o scarpin nude, alonga a silhueta e equilibra o visual clean. Como a proposta é adaptar o look, tenha alguns itens em mãos. A proposta é para um jantar, uma reunião com algum cliente importante, em fim, um ambiente onde você precisa estar elegante e sofisticada. Mantenha o vestido e o scarpin e invista novamente nos acessórios, a maxi bolsa deu lugar a um clutch de pérolas e você ainda pode fazer o uso de algum colar, essa trança de metal (dourado, prata e preto), vai dar o ar noturno necessário, sem apelar para grandes brilhos.




A segunda proposta chega romantizada, para o dia escolhi uma t-shirt branca básica, um jeans skinny preto sem lavagem, mocassin de camurça preto que forma uma composição harmoniosa com a calça e colabora para alongar a silhueta, mesmo sem o uso do salto alto. O visual monocromático permite qualquer interferência colorida, outra vez, eu deixei a bolsa como ícone fashion, que aparece na versão “Rose Quartzo” que é uma das cores para 2016. Para a noite troquei o blazer por um cardigan de fios dourado e acrescentei acessórios como o cordão longo, com um pingente de correntes dourada, e os brincos de pedras facetas e brilhantes. Eu mantive a bolsa, para dar o ar fashion sem exageros e usei novamente o scarpin nude. Vocês notaram que eu adoro calçados nesse tom?



A terceira composição chega cheia de estilo e ousadia. Muitas vezes a gente fica com medo de combinar cores diferentes e misturar estampas e texturas. Primeiro precisamos conhecer o circulo cromático (prometo preparar uma matéria sobre cores), e dar asas para a nossa imaginação. Lady Like é aquele estilo romantizado, com inspiração na mulher dos anos 40. Eu optei por um vestido de estampa floral, com tons de rosa e azul, ambos são nuances frias, para marcar a cintura escolhi um cinto de couro em um tom próximo ao da estampa, ornamentado com pérolas e pedras de strass. A bolsa novamente surge como ícone de destaque, com a vibração do laranja a nuance é complementar com os tons de azul e se comporta ao lado do rosa. A sandália mantém o nude e detalhes rústicos em palha, criando uma composição harmônica. O ramantismo dá lugar ao Boho, Western, rival’s 70, a tendência tem trocado de nomes nas ultimas temporadas, mas veio para ficar, porque a gente não cansa de ver as franjas balançando. Pesado e aconchegando o marrom dá o ar country necessário. Mantive a bolsa, para equilibrar o shape do look e trazer a energia que esse matiz produz na composição.





O ultimo look é dedicado ara as baladeiras de plantão. É sexta e você precisa sair do trabalho e ir direto para o happy hour feat balada para começar o final de semana. EU escolhi para compor o visual um calça de brocado que está em alta e já trás uma informação de moda, tanto na cor quanto na textura, a maxi bolsa em contraste com a bordo produz um tom sobre tom agradável para o dia, aquele colar utilizado na noite passada, cria uma linha continua e vertical, o que alonga a silhueta, arrematada pelo nosso bom e conhecido scarpin nude. Para a balada inseri o cardigan de malha com detalhes dourados, spikes e tachas e a bolsa nude com caveira e ornamentos mais agressivos e nos pés um unkle boot preto.


Eu espero que vocês tenham gostado e entendido que as possibilidades são inúmeras, porem você precisa conhecer o que fica bem no seu estilo! Dê asas a sua criatividade e venha falar de moda comigo, aqui! Beijos!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Clarice Lispector e a Valorização da Imagem da Mulher

Entre todos os objetivos ao qual a moda é aplicada, o essencial, é a valorização da imagem. Os visagistas são os profissionais responsáveis em revelar as qualidades de uma pessoa, de acordo com as suas características visuais e físicas. É neste contexto que eu me lembro de um texto da escritora Clarice Lispector.

Clarice Lispector (foto: divulgação)
O que Clarice Lispector tem haver com a moda? Muito! Tereza Quadros, Helen Palmer e Ilka Soares, eram os pseudônimos utilizados pela escritora para assinar as páginas de jornal e folhetins em meados dos anos 50. Clarice é a imagem das primeiras colunistas de moda que surgiram no Brasil e em suas páginas, Lispector escrevia e dava dicas domésticas, falava sobre beleza e moda. Segundo Buitoni (2009) “três grandes eixos sustentam a imprensa feminina: moda, casa e coração. O vestir, o morar, o sentir”. 

Clarice escreveu: “Estar na moda é saber sublinhar a própria personalidade marcando-a com a data de hoje” (Diário da noite, 1960); falou sobre a idade e a moda: “A beleza não tem idade. [...] Seja você mesma, sedutora, elegante, bonita, com a idade que possui”. (Correio da Manhã, 1960).

Dior (foto:Jean-Baptiste Mondino)
Contudo, acredito que a autora esteve e ainda está à frente do tempo. Suas dicas, de uma literatura intrínseca, ressaltam detalhes que hoje, cinquenta e cinco anos depois, devem ser consideradas. Podemos afirmar que o vestuário é uma extensão do corpo, isso significa que a roupa representa de forma temporária o que nós queremos comunicar. A roupa, por sua vez, veste o corpo, recobrindo-lhe como uma segunda pele, o que lhe confere uma constituição anatômica muito diversa” (CASTILHO; MARTINS, 2005, p. 86).

Clarice fala de mulheres que são escravas da beleza, se sujeitam aos caprichos dos estilistas e estão sempre vagando atrás da ultima moda. “Todas as mulheres?” Não! A mulher inteligente não é escrava desses caprichos, escreveu em 1959, para o Correio da Manhã. Compreender a “mulher inteligente” ao qual ela faz referência, não é complexo, ela se dirigia aquelas que se submetiam a todos os tipos de extravagância em nome da beleza. “Ano a ano, variam as modas. Saias sobem, saias descem, saias armam, como abajures ou se estreitam como malha de bailarina. E as mulheres obedecem à moda”. Ainda na crônica, Clarice destaca a inteligência visual de suas leitoras “Andem na moda, claro! Adotem penteados, pinturas, adereços modernos! Mas modernizem, antes de qualquer coisa, a sua mentalidade! Raciocinem, estudem a si próprias, em detalhes, lembrem-se de que o que fica bem a uma Elizabeth Taylor, miúda, frágil, com beleza de boneca, ficaria ridículo em Sophia Loren e vice-versa. No entanto, ambas são lindíssimas”.

Elizabeth Taylor (foto: divulgação).
É neste contexto que eu me dirijo a você minha leitora e assim como Lispector espero que você faça parte desse grupo seleto que pertencem às mulheres inteligentes. A sabedoria subversiva da autora é atemporal e de suas palavras podemos partir para a nossa reflexão ao qual essa postagem se faz referência. A valorização de sua imagem.

RACIOCINEM E ESTUDEM A SI PRÓPRIAS

O que lhe cai bem? Cada pessoa possui características únicas, todavia, a moda dividiu essas características em tipos de silhueta e é necessário conhecer aquela em qual o seu biotipo se encaixa, pois o trabalho de valorização da sua imagem começará por ai.

Quando estiver em frente ao espelho imagine que seu corpo se divide em quatro linhas básicas: Ombros, busto, cintura e quadril, pois é importante que você identifique em qual delas está o seu ponto forte e o seu ponto fraco. Denomina-se, popularmente como ponto fraco, aquele lugar que você deseja disfarçar e ponto forte aquele que merece destaque e irá valorizar a sua imagem. Quando analisar não é o suficiente, com o auxilio de uma fita métrica descubra as medidas desses quatro pontos e trace uma silhueta ligando-os. No final você irá encontrar uma figura geométrica plana que se duplicada dará forma aproximada a uma dessas silhuetas: Ampulheta, retangular, oval, triangulo e triangulo invertido (que nós iremos conhecer uma a uma posteriormente).


Sophia Loren (foto:divulgação).


Eu termino essa postagem garantindo a você leitora que existe um universo infinito com possibilidades inúmeras para a valorização da sua imagem pessoal. É necessária a orientação correta e clara para que você consiga compreender e colocar em práticas os ensinamentos teóricos da moda. Por ultimo me despeço com a reflexão de nossa mestra Lispector:

“Observem como se vestem as mulheres tidas como as mais elegantes do mundo. A duquesa de Windsor, por exemplo. Nunca se entrega aos exageros da última moda, veste-se discretamente, e é a rainha da elegância. Sem ter sido jamais uma mulher bonita, conseguiu conquistar um rei. Por ser uma mulher inteligente, sabe valorizar e tirar partido dos poucos encantos que possui”. (Helen Palmer. 1959).

Boa noite!

Com que Roupa Eu Vou? Casamento!


O casamento é uma cerimônia atemporal e que sempre desperta muitas dúvidas. Vai um agradecimento especial a Patricia Souza que me enviou a sua dúvida. 
Sempre surge uma insegurança no momento em que você recebe dos noivos o convite para apadrinhar o casal. Além de uma honra é necessário utilizar o bom senso e a responsabilidade na hora de assumir o seu lugar ao lado da noiva. Lembre-se que vocês irão dividir o altar, mas você não deve chamar mais a atenção do que ela, por isso você deve respeitá-la. 

Antes de sair pelas lojas de vestido de festa e decidir qual o modelo ira usar, converse com a noiva e ouça o que ela tem a dizer, é ela quem vai decidir as cores dos vestidos levando em consideração a seguinte ordem: Mãe da noiva, mãe do noivo e madrinhas. O ideal é que não aconteça a repetição de cores no altar, a não ser que for algo proposital. O chic nesse momento é levar em consideração o que a noiva deseja para esse dia. Consiga o máximo de informações, como por exemplo, a cerimônia é formal? Informal? Durante o dia? A Noite? Não deixe escapar nenhum detalhe para não cometer uma gafe. 
Após ouvir todas as regras da noiva é a hora de procurar o vestido perfeito. Comece fazendo uma avaliação do seu estilo, tipo de silhueta e os cortes que estão em evidencia. Você precisa valorizar a sua imagem, para estar o melhor possível no altar com a sua amiga. Evite o preto, pois é uma cor que, culturalmente, é reservada para os momentos fúnebres. O branco deve ser utilizado apenas pela noiva. Não há regras para as demais cores, desde que a noiva não se importe, é sutil evitar tons chamativos com uma carga luminosa muito grande, lembre-se de ficar em segundo plano. Cuidado com os máxis decotes, bordados exagerados, transparências e volumes. 
Para os padrinhos a melhor opção é um terno, com bom caimento, tecido nobre e preto, para criar uma harmonia no altar. Combinar a gravata com o vestido da madrinha não é errado, todavia me sinaliza infantilidade formar um “parzinho”. Tem-se tornado frequente que o noivo presenteie os padrinhos com uma gravata, mas na melhor das opções opte pelo padrão e simplicidade. ‪#‎Menosémais‬

Tem dúvidas? Deixe sua mensagem e venha falar de moda, comigo!

As Cores do Verão 2016

Energético e Explosivo! (Painéis de Megan Griffin / Selena Daniel / Bonnie Opitz)


Ardente e excitante! (painéis Cassandra Piacentinni / Claudia Marsh / Nicola Jackson).


Green Flash - Refrescante e revelador! (Painéis de Shelby Howard / Sharee Brown / Bonnie Opitz)


Nostalgia e Saudade! (Painéis de Yioda Charalambous / Elisa Cepale / Ashlee Brindley).


Criativa e Clássica! (Painéis de Ashlee Brindley /Jennifer Moss / Emily Morgan - Lilac Gray


Moderno e Tranquilo (Painéis de Ashlee Burns / Kim Houston / Ella Maree)


Explosão de Energia (painéis de Ashlee Brindley / Dani Elle / Claudia Marsh)


Serenidade e Conforto! (painéis de Samantha Valleley / Niki Kilminster / Hanna Rogers).


Boas Vibrações! (Painéis de Amie Leona / Kylie Carlos / Lynda Smallman)


A cor do ano! (painéis de Ashlea Burns / Hannah Cocker / Paige Gurnett ).


Bem vindos!

Após reinaugurar a minha page no facebook, resolvi que era a hora de lançar este espaço. A necessidade de trazer matérias com mais textos e fotografias e deixar a leitura ainda mais interessantes. Eu espero que vocês gostem e se divirtam tanto quanto na page. 
Falar de moda é uma necessidade fisiológica, eu não estou brincando, e para quem me conhece, pessoalmente, sabe que eu estou a todo instante tagarelando alguma coisa sobre esse glamouroso mundo fashion. Em minhas palestras e workshop, eu costumo frisar que a Moda transcende as passarelas e as capas das grandes revistas. 
A moda é fonte cultural e atemporal dos grandes acontecimentos do mundo. Ela sobreviveu, evoluiu e se enquadrou nos variados momentos em que houve a necessidade de mudar. Não há como falar de moda sem nos embriagarmos no elixir da história, da cultura e da beleza ao qual esse universo multifacetado se emoldura. Eu convido todos vocês a viajarem comigo, neste mundo, outrora controverso e belo!